Em 25 de Outubro de 1941, nove Sindicatos, impulsionados pelo idealismo democrático de empresários do comércio consolidaram o movimento sindical institucionalizado no Brasil a partir da Lei nl 979/06/1903. Não havia até a década
de 30, qualquer reivindicação trabalhista sindical organizada no sentido da
conquista de direitos.

As divergências eram ínfimas. No País tudo estava por fazer. Com o advento da revolução de 30 houve o despertar da consciência sindical, diante da influência da aristocracia agrária, que até então, predominava. A necessidade do equilíbrio de
forças propiciou o surgimento das entidades sindicais de empregados e empregadores. A consolidação das leis do trabalho, aprovada pelo Decreto número 5.452, sistematizou, na área comercial, o sindicato, na base que representa as empresas individuais e coletivas.

A FECAERJ
, hoje Federação do Comércio do Rio de Janeiro, em âmbito estadual, resultado do agrupamento dos sindicatos, coloca, na ponta do sistema, em plano nacional, a Confederação formada da união das Federações. Essa integração hierarquizada, detém a prerrogativa legal de representar a atividade econômica do empresariado do comércio.

Mais de Cinqüenta anos decorridos nos possibilitam fazer uma sucinta avaliação da atividade desenvolvida pelo Comércio, a serviço das suas filiadas. Esta entidade, desde o seu primeiro aclamado Presidente, vem procurando, alicerçada na produtividade, se tornar mais ágil, moderna, vigorosa no cumprimento de sua finalidade de assessoramento, atuando quando solicitada, a orientar nas negociações coletivas, justiça do trabalho, defesa da categoria junto aos governos municipal, estadual e federal.

RELAÇÃO DOS SETORES
- COMÉRCIO DE CAFÉ DO MUNICIPlO DO RIO DE JANEIRO
- COMÉRCIO DE CARNES FRESCAS E CONGELADAS DO RIO DE JANEIRO
- COMÉRCIO DE DROGAS E MEDICAMENTOS DO MUNlCíPiO DO RIO DE JANEIRO
- COMÉRCIO DE FRUTAS DO MUNiCíPlO DO RIO DE JANEIRO
- COMÉRCIO DE GÊNEROS ALIMENTíCiOS DO MUNiCíPiO DO RIO DE JANEIRO
- COMÉRCIO DE JólAS E RELóGlOS DO MUNlCíPlO DO RIO DE JANEIRO
- COMÉRCIO DE LOUÇAS, TINTAS E FERRAGENS DO MUNICIPIO DO RIO DE JANEIRO
- COMÉRCIO DE MAQUINISMOS EM GERAL DO MUNlCíPiO DO RIO DE JANEIRO
- COMÉRCIO DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO DO MUNlCíPiO DO RIO DE JANEIRO
- COMERCIO DE TECIDOS, VESTUÁRIOS E ARMARINHOS DO MUNiCíPiO DO
   RIO DE JANEIRO
- COMÉRCIO DE VIDRO PLANO, CRISTAIS E ESPELHOS DO MUNlCíPlO DO
   RIO DE JANEIRO
- COMÉRCIO DE PEDRAS PRECIOSAS
- EMPRESAS DISTRIBUIDORAS DE COMBUSTÍVEIS E LUBRIFICANTES

O INÍCIO DA REPRESENTAÇÃO CLASSISTA
O movimento sindical foi institucionalizado no Brasil a partir da Lei nl 979, de 6 de janeiro de 1903, na área rural e, do Decreto 1.637 de 5 de janeiro de 1907, no setor urbano.
Em suas origens o sindicalismo urbano não correspondia a necessidades decorrentes de lutas do operariado que emergia. Era antes a reação da nova burguesia citadina contra os grandes proprietários rurais, apresentando-se mais como movimento da esfera intelectual-política do que como resultado de lutas trabalhistas. Pode-se afirmar que no Brasil não havia até a década de 30 reivindicação trabalhista sindical no sentido profundo da procura de vantagens ou conquistas de direitos. O governo da revolução de 30, não tardou levantar a questão das forças trabalhistas, ainda, incipientes. Em 1934 começou a funcionar o regime de representação classista e a pluralidade sindical.

Em 1939, o Decreto-lei 1.402 de 5 de julho, estabeleceu a unidade sindical e o processo de reconhecimento pelo Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, condições essenciais para que os sindicatos tivessem existência legal e representassem seus associados.
Em 1943 surgiu a Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto nl 5.452.

O SINDICALISMO EM AÇÃO
A nova entidade participou de históricos encontros de homens da livre iniciativa para exaustivos estudos e debates que pela primeira vez se desenvolviam no Brasil no terreno econômico e social, para indicarem à Nação os rumos que lhes pareciam indispensáveis para a construção de uma sociedade estável, moderna e progressista.

Apontar caminhos não era suficiente. O fundamental era a criação de instrumentos capazes de converter em realidade as teses, conclusões e projetos elaborados pelos empresários. Tornavam-se dia a dia mais diversas e complexas as relações sociais de trabalho, entre as categorias econômicas. Particularmente, com o término da II Guerra Mundial, as questões de natureza sindical emergiram na sociedade brasileira com relevo sem precedentes.

No âmbito do comércio multiplicavam-se os sindicatos, tanto de empregados como de empregadores. Foi inegável a solidariedade integrada do comércio, através das entidades associativas, no sentido de cooperar para a evolução da economia do País, tendo como decisiva condição o desenvolvimento do comércio brasileiro, e sua liberdade. A colaboração nos programas de estímulo ao ensino do comércio, economia e administração; contribuição para a criação de cursos e escolas de alfabetização, pré-vocacionais e profissionais; a propugnar pela adoção de regras e normas que assegurassem a concorrência leal e, de acordo com as peculiaridades do comércio, visando sempre ao aperfeiçoamento dos meios de distribuição e à padronização de mercadorias, solidificavam definitivamente a valorização do homem do comércio. A integração empresarial efetivou esse ideal.

A CARTA DA PAZ SOCIAL
As linhas básicas desse documento foram discutidas e aprovadas na Conferência de Teresópolis. A iniciativa foi o resultado da visão democrática dos homens de empresa, preocupados na criação de um clima que propiciasse a harmonia de interesse entre empregadores e empregados, em benefício do crescimento da riqueza nacional e, como conseqüência, o bem-estar social e da estabilidade política do País.

Os empregadores e empregados que se dedicam, no Brasil, aos vários ramos de atividade econômica - proclamam a CARTA reconhecendo que a paz social se fundamenta na ordem econômica, através da qual é possível fraternizar os homens, fortalecendo neles os sentimentos de solidariedade e confiança.

A providência imediata adotada foi inserir no espírito das resoluções de Teresópolis e da Carta da Paz Social: a criação do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) e Serviço Social do Comércio (SESC). O Presidente da República, José Linhares, através do Decreto-lei 8.261 atribuiu aos empresários o encargo de criar, organizar e administrar o SENAC- A missão do órgão: Proporcionar a melhoria cultural e profissional dos que se dedicam ao trabalho nas empresas, mercantis.

A outra força, de significativo valor social, que o empresariado do Comércio Brasileiro, efetivou, remonta ao dia 13 de setembro de 1946 - a criação do Serviço Social do Comércio (SESC) - A experiência de 45 anos de atividade, já comemorando, consagrou sua existência, inteiramente dedicada ao bem-estar social ea melhoria do padrão de vida dos comerciários e suas famílias, e, bem assim, para o aperfeiçoamento moral e cívil da coletividade.